Secretariado Diocesano da Pastoral Liturgica de Viseu - Portugal
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DOMINGO DE PÁSCOA

Finalmente chegou o dia tão esperado. É a grande festa, a maior de todo o ano. Depois de uma longa Quaresma, chegámos aos dias santos da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Na Vigília Pascal, brotou a grande notícia: Jesus ressuscitou, aleluia, aleluia! Nas trevas da noite, a luz do círio pascal iluminou os nossos passos. A partir dele foram surgindo outros pontos de luz, “luzinhas de fé”, que nos abriam à Palavra de Deus. Somos criaturas de Deus (modelados pelo amor de Deus Pai), como nos recordava o livro do Génesis. Deus está sempre presente numa longa história de infidelidades até à Terra prometida, como nos recordava o Êxodo. Perante a dureza do nosso coração, Deus dá-nos um coração novo, como nos recordava o profeta. Mas a grande novidade é-nos dada pelo evangelho. O anjo do Senhor disse às mulheres: “Não tenhais medo; sei que procurais Jesus, o Crucificado. Não está aqui: ressuscitou como tinha dito”.
Jesus ressuscitado passou esta vida a fazer o bem. É o próprio S. Pedro que nos diz: “Jesus de Nazaré…que passou fazendo o bem…mataram-n’O, suspendendo-O na cruz. Mas Deus ressuscitou-O ao terceiro dia”. São Paulo recorda aos Colossenses os efeitos da fé no Ressuscitado: “Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto… afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra”. E o evangelho apresenta-nos o testemunho de Maria Madalena, de Pedro e de João, que correm juntos. João adianta-se, mas é Pedro quem entra, em primeiro lugar, no sepulcro. Finalmente “entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro (João): viu e acreditou”. Hoje e sempre, somos convidados a “ver” e a “acreditar”.
Mas, o que aconteceu no coração dos discípulos que agora estão reunidos confessando que Jesus vive? Onde estavam quando prenderam e mataram Jesus? Onde se esconderam? O evangelho não nos responde a estas perguntas, mas dá-nos pistas: o sepulcro está vazio, Jesus ressuscitado manifesta-se. Os discípulos fizeram um longo caminho de conversão-iluminação que os levou a confessar que Jesus de Nazaré, o Crucificado, vive! Hoje, nós somos convidados a experimentar também este processo interior que nos levará a afirmar, com o coração e a vida, que Jesus está vivo, que Jesus estará sempre vivo na nossa vida.
Uma maneira simples e bela de dizer que Jesus ressuscitou é afirmar que Deus Pai deu razão a Jesus. Jesus tinha razão! Tinha razão ao dizer que Deus é um Pai misericordioso, que nos ama com um amor muito grande e forte, que Ele existe desde sempre, que os poderosos só se preocupam com os seus interesses, que o templo se tinha convertido num mercado e casa de salteadores, que há que defender e lutar pelos mais frágeis, pelos mais pobres. Aquilo que Jesus disse e fez não pode morrer, não se pode esquecer. Jesus e a sua mensagem viverão para sempre. É isto que tem valor e é isto que temos de procurar viver.
A Eucaristia é a Páscoa de Jesus, é o memorial e a presença de Cristo que morreu (pão partido, sangue derramado) e ressuscitou. Por isso nos reunimos neste Domingo de Páscoa e em todos os domingos do ano à volta do altar. Será uma Páscoa Santa e Feliz se nunca nos esquecermos de que Jesus amou-nos e amou-nos até ao fim. Será uma Páscoa Santa e Feliz se, na nossa vida, fizermos o mesmo: aderir a Cristo, descobrir Cristo em cada situação, procurar Cristo em todos os momentos da vida.